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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Rio Grande do Norte: Desfile da Independência atrai centenas de natalenses.


   O desfile cívico comemorativo ao 189º aniversário da Independência do Brasil, começou pontualmente às 9 horas da manhã desta quarta-feira (7) na Praça Cívica, em Natal. O calor forte que faz em Natal hoje, não foi um impeditivo às crianças, adultos e idosos que desde cedo aguardavam pelo início das comemorações militares.

    De acordo com o Capitão de Fragata do 3º Comando do Distrito Naval, Cléber Ribeiro, 10 mil pessoas eram esperadas para acompanhar os desfiles. Apesar de algumas ruas nas cercanias da Praça Cívica terem sido momentaneamente fechadas, o trânsito fluiu normalmente e nenhum ponto de engarrafamento foi identificado.

  Antes da abertura oficial do desfile, a governadora Rosalba Ciarlini cumpriu o ritual militar chamado de "revista à tropa", no qual ela passa ao lado dos militares em formação como se estivesse verificando se está tudo "ok". Após este momento, o desfile foi oficialmente aberto. A banda de música formada pelos alunos da Escola Municipal Ferreira Itajubá, das Quintas, foi a responsável pela abertura do desfile.

 Inúmeras escolas estaduais e particulares participaram do evento. O desfile militar foi marcado por apresentações de policiais militares do Grupo de Choque e do Bope. Ocorreu também a simulação de socorro à vítima de acidente com os enfermeiros e médicos do Samu. Militares da Marinha, Exército  e Aeronáutica foram  aplaudidos durante a passagem pela Avenida Prudente de Morais. Desfilaram também Policiais Civis e Federais, além dos Rodoviários Federais.


 No palanque das autoridades, além da governadora Rosalba Ciarlini, estavam comandantes, coronéis e almirantes de todas as forças armadas, secretários estaduais, o presidente da Câmara Municipal, Edivan Martins, lideranças políticas e representantes da sociedade civil. O desfile foi ainda marcado por protestos de estudantes, policiais militares e concursados que pediam a convocação com faixas e camisetas. A governadora chegou a ser vaiada por populares quando deixava a área do desfile durante o encerramento da cerimônia. 


BRASIL: SP: Menina de 8 anos recorre à Guarda Municipal para não ser mais espancada em casa.

SÃO PAULO - Uma menina de oito anos foi até um posto da Guarda Municipal de São Roque, a 55 km de São Paulo, pedir ajuda, na noite de terça-feira. Ela estava a pé, sem camisa, apesar do frio, e contou aos guardas que não aguentava mais ser espancada na própria casa pelo namorado da mãe. As informações são da TV Tem.


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  A criança foi encaminhada ao pronto socorro e o médico detectou lesões nas costas, perna e rosto. A menina foi encaminhada para um abrigo. Nesta quinta-feira, deve passar por exames no Instituto Médico Legal. 
 
  A polícia vai investigar agora quem seria o responsável pelas agressões. A mãe da criança tem 36 anos, nove filhos e é catadora de lixo. Seis deles vivem com ela; os outros três estão com parentes.
À reportagem da TV Tem, a mulher informou que nunca bateu nas crianças. E disse que o companheiro dela, que fugiu com a chegada dos guardas, pode ser o responsável pelas agressões. 


MUNDO:  11 DE SETEMBRO, 10 ANOS DO MAIOR    ATENTADO DA HISTÓRIA.




  Algumas das 3 mil crianças que perderam pais nos ataques relembram a data.













   Mais de 3 mil crianças menores de 18 anos perderam o pai ou a mãe no dia 11 de setembro de 2001. A média de idade das "Crianças 11/09" é de 9 anos, mas algumas eram apenas bebês e outras não haviam nem nascido. 


Algumas eram filhas de bombeiros e de funcionários dos escritórios do World Trade Centers que morreram quando dois aviões sequestrados por terroristas da al-Qaeda atacaram suas torres; outras são filhas de alguém que estava trabalhando no Pentágono, que foi atingido por uma terceira aeronave; outras eram filhas de um passageiro dentro de um dos três aviões envolvidos nos ataques ou no quarto, que caiu em um descampado na Pensilvânia.
A dor de perder um pai ou uma mãe na pior atrocidade terrorista do mundo foi enorme. O próximo fim de semana vai marcar os 10 anos desse trauma. 


Para as crianças de luto, é uma chance de refletir sobre o que aconteceu na década, assim como lembrar novamente daqueles que não viveram para vê-las crescer. Muitas de suas histórias serão contadas em um documentário no Channel 4, da BBC, em "Children of 9/11" (Crianças do 11/09, em tradução livre). 

Madison, Halley e Anna Clare Burnett

Agora com 15 anos de idade, as gêmeas Madison e Halley Burnett tinham 5, e sua irmã, Anna Clare, apenas 3, quando seu pai, Tom tornou-se uma das 44 pessoas que morreram abordo do Voo 93 da United Airlines. Pesquisador na área médica, ele ligou para sua esposa, Deena, de dentro do avião sequestrado, e é creditado como um dos passageiros que estragaram os planos dos terroristas de atingir a Casa Branca ou o Capitólio - em vez disso, ele caiu em um descampado em Shanksville, na Pensilvânia. 


Madison Nós éramos muito pequenas, mas nunca nos esqueceremos daquela manhã. Estávamos todas na sala de estar, e a mamãe recebeu um telefonema. Eu me lembro que ela estava chorando histericamente, mas não dizia para a gente o que estava acontecendo. O que nós não sabíamos é que era meu pai, ligando para dizer que ele estava abordo de um dos aviões sequestrados. 

Ela ligou a televisão e nós pudemos ver esses prédios caindo. Foi tudo muito louco. Nós não sabíamos o que estava acontecendo. Eu só me lembro do som do choro da minha mãe, e encarar o horror das imagens na televisão.


Eu acho que a minha mãe deve ter ligado para alguém para nos levar à escola... E, depois, a maior parte do resto do dia é um branco, por mais que o que eu me lembre - bem depois - seja olhar pela janela quando já estava escuro, e ver que os outros vizinhos haviam formado uma corrente humana ao redor da nossa casa, para impedir que os câmeras de TV e os jornalistas chegassem perto. Foi quando a minha mãe disse para a gente que o papai tinha morrido, e que ele nunca mais voltaria.

Perder um pai no 11 de Setembro foi um pouco diferente de perder um pai, digamos, por um câncer, ou em um acidente de carro. Para começar, todo mundo sabia. Então, onde quer que nós fôssemos, as pessoas nos paravam para dizer que elas sentiam muito. Você não podia sair sem isso acontecer. Era um pouco assustador que todos parecessem saber tudo sobre nós.

Uma coisa que me consumiu por muito tempo foi que eu sempre rezava pelo meu pai quando ele estava viajando, mas, naquela noite, na noite antes de ele morrer, eu esqueci. Eu fiquei com isso dentro de mim por anos, mas eu me sentia muito culpada por isso. Em algum lugar ali dentro, eu pensava que era tudo minha culpa. Agora, no entanto, eu falei com a minha mãe sobre isso. E é claro que ela me assegurou que era impossível que fosse minha culpa. Mas, em algum lugar, bem lá dentro, uma parte de mim ainda acha, que, de repente, foi.

É muito difícil pensar em qualquer coisa positiva que venha de perder um pai assim, mas eu realmente tento pensar no que eu aprendi. Eu acho que é muito importante falar, explorar como você se sente. Eu não sei o que eu vou fazer quando for mais velha, mas acho que talvez faça algo relacionado ao que aconteceu comigo quando perdi meu pai. Parece que tudo na minha vida foi afetado pelo 11 de Setembro, então eu acho que é bem possível que o que eu escolher para fazer, como profissão, seja afetado por isso também.

Eu tenho muitas memórias boas do meu pai: ele era muito amoroso, e nos amava muito. Quando ele vinha para casa do trabalho, nós todas nos escondíamos atrás do sofá e depois pulávamos e dizíamos: "Surpresa!". Ele sempre fingia que estava surpreso. E, é claro, eu tenho orgulho dele também, e do que ele fez dentro daquele avião. 

Halley Eu tenho muito orgulho do meu pai e do que ele fez no 11 de Setembro, eu acho que nós todas temos. Ele era muito engraçado, e nasceu para ser um líder. Ele era sempre a pessoa no controle. Ele era muito bom em tomar decisões, e as pessoas as respeitavam e confiavam nele. Então eu consigo perceber por que ele fez o que ele fez abordo daquele avião. 

Se ele voltasse agora, eu acho que ele estaria orgulhoso de nós também, de como nós todos estamos agora. Eu acho que ele ficaria satisfeito com as nossas realizações, com as coisas pelas quais trabalhamos duro na escola. Eu contaria para ele as minhas notas e sobre o basquete. Ele ficaria feliz com isso, porque ele era um cara esportivo. Eu sempre vou sentir falta dele. 

Anna Clare Mesmo sendo muito pequena, eu me lembro daquela manhã; eu me lembro da minha mãe correndo lá para cima para ver se o voo do papai estava na televisão, porque eles estavam dizendo os números dos voos afetados. E depois o telefone tocou e era o meu pai, e eu perguntei se eu podia falar com ele. 

Depois, mais tarde naquele dia, minha mãe nos disse que ele tinha morrido: ela disse que um homem mal tinha sequestrado o avião. Eu não acreditei que ele estava morto. Por mais ou menos um ano, eu pensei que ele voltaria. Eu estava sempre perguntando para a minha mãe, "Quando o papai vai voltar para casa?". 

Agora, minha mãe tem um novo marido - ela casou novamente há quatro anos. Foi difícil, um homem novo entrando na nossa família. E ele tem um filho de 21 anos, então as coisas mudaram muito para a gente. 

Para dizer a verdade, eu não queria um homem novo na nossa família. Primeiro, eu até tentei fazer minha mãe desistir de casar com ele. Mas, agora tudo está bem. E nós ficamos felizes que a minha mãe tenha alguém. 

Rodney Ratchford

Rodney, de 21 anos, tinha 11 quando sua mãe, Marsha, morreu no Pentágono.

Eu acordei com dor de estômago no dia 11 de setembro de 2001, e era muito forte. Então, eu perguntei à minha mãe se eu podia ficar em casa, e se ela poderia tirar um dia folga do trabalho para cuidar de mim. Ela disse não. Eu tinha que ir para a escola, e ela tinha que ir ao trabalho. E nós fomos. Mas, quando ela saiu pela porta naquela manhã, foi a última vez que a vi. 

Algumas horas depois, eu estava na escola quando uma professora entrou na sala de aula e disse à nossa professora para ligar a televisão. Nós ligamos e vimos o World Trade Center ser atingido. Um pouco depois, teve uma explosão imensa e toda a escola tremeu. Eu me lembro de me encolher embaixo da minha carteira e dizer: "Mamãe! Eu quero minha mãe".


O que eu não poderia saber é que a minha mãe estava no centro daquilo que conseguia escutar. Porque um avião sequestrado acabara de atingir o Pentágono, onde ela trabalhava como uma técnica de TI.

A primeira coisa que eu vi quando cheguei em casa foi meu pai. Ele estava no telefone chorando. A televisão mostrava imagens do Pentágono em chamas. Mas por muito tempo nós não desistimos de acreditar que a minha mãe viria para casa. 

Algumas pessoas ainda pensavam que ele poderia achá-la semanas depois, porque nós sabíamos que havia sobreviventes inconscientes no hospital, e nós rezávamos para que ela fosse um deles. Havia tanto caos, e nós sabíamos que era possível. Mas, gradualmente, foi ficando menos e menos provável. 

Minha irmã Marsha, que tinha 8 anos, e a minha irmã menor, Miranda, que tinha apenas 9 meses, e eu fomos todos ficar na casa de uma tia no Alabama. Finalmente, nós fizemos um funeral para a minha mãe, e foi muito difícil. Ela era maravilhosa, a pessoa mais doce, mas muito rígida também. Nós sempre dizíamos que você nunca ia querer ficar contra a minha mãe em uma guerra, porque ela sempre estaria no lado vencedor, sempre. 

Depois que a minha mãe morreu, eu fiquei com muita raiva. Eu queria machucar as pessoas por causa do que estava acontecendo comigo. Parecia muito injusto que eu acordasse todos os dias sem uma mãe para quem dizer bom dia. Por estar tão cheio de raiva, eu não ligava para mais ninguém.
 
Eu entrei em uma gangue: eu consumia drogas, as vendia também. Eu estava mal. Se a minha mãe estivesse lá, quem sabe o que poderia ter acontecido? Mas a minha mãe não estava lá, e estava tudo bagunçado dentro de mim. 

As coisas estão muito melhores agora, porque eu tenho uma parceira e ela tem uma filha, e nós somos uma família. Minha vida seguiu em frente. Mas o que aconteceu com a minha mãe está sempre comigo. 

Eles nunca acharam o corpo dela, mas ela tem um túmulo. É uma coisa simbólica, um lugar onde eu posso ir para pensar sobre ela e para falar com ela. Eu espero que, se ela está olhando por mim, esteja orgulhosa de mim. Eu me envolvi em algumas coisas ruins, mas eu não sou uma pessoa ruim; eu consegui transformar as coisas, e eu sei que ela está satisfeita com isso.
idas - especialmente o Osama bin Laden. A morte dele neste ano foi certamente merecida. Mas, por outro lado, não trouxe o meu pai ou de ninguém de volta. Meu pai sempre quis que eu me tornasse uma lutadora profissional, já que compartilhávamos o amor pela luta. Ele sabia que eu queria me tornar uma lutadora profissional, e realizar essa ambição se tornou muito mais importante depois que ele foi embora, porque era para ele, assim como para mim.
Então agora, 10 anos depois, é isso que eu faço: eu luto internacionalmente. É uma coisa incomum de se fazer, especialmente para uma mulher de 20 anos, mas eu sempre imagino que ele está lá na primeira fila. Ele ficaria tão orgulhoso de me ver lá em cima.
 

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