Muita gente já ouvi falar, porém poucos sabem ao certo o que é. Em entrevista com o Doutor Alessandro Loiola, vamos tirar todas as dúvidas sobre Osteoporose. Abaixo, segue a entrevista com o médico.
* O que é Osteoporose?
A Osteoporose é um distúrbio onde os ossos perdem densidade e se tornam mais frágeis, aumentando o risco de fraturas. A osteoporose é mais comum em mulheres após a menopausa e pessoas que em uso de certos medicamentos (p.ex.: corticóides) por um período prolongado.
* Como se faz o diagnóstico?
Toda pessoa com mais de 50 anos de idade e apresentando dores difusas pelo corpo deve considerar a possibilidade de estar sofrendo de Osteoporose. Além da avaliação médica, podem ser necessários alguns exames complementares para confirmar a presença do distúrbio, tais como exames laboratoriais, dosagens hormonais e radiografias.
O exame que determina sem sombra de duvidas a presença de Osteoporose é a Densitometria Óssea. A Densitometria Óssea é capaz de avaliar diretamente a densidade mineral e a força dos ossos. É um exame rápido, seguro e determina com boa margem de certeza se você está sofrendo de Osteoporose ou não. Só pode doer um pouco no bolso.
* Quais são os principais sintomas?
A osteoporose é uma doença silenciosa nos estágios iniciais. Mais tarde, ela pode resultar em dores nos ossos e nos músculos, principalmente nas costas. É muito comum a Osteoporose causar fraturas espontâneas na coluna vertebral, resultando em dores intensas ou deformidades na região afetada.
Outros sintomas do enfraquecimento dos ossos provocado pela osteoporose incluem:
- Dores lombares.
- Diminuição da altura com o tempo, associada a uma postura encurvada.
- Fratura nas vértebras, punhos, quadris e outros ossos.
* Qual o tratamento indicado?
Por muitos anos, a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) foi considerada o principal tratamento da osteoporose. Contudo, devido aos riscos associados a TRH e levando em conta o surgimento de novos tratamentos, o papel da TRH na osteoporose vem mudando drasticamente.
Atualmente, o tratamento da osteoporose é feito com suplementos de vitamina D, cálcio e hormônios Bifosfonados.
* Quais os fatores de risco?
O risco de desenvolver osteoporose depende, inicialmente, do tamanho da sua massa óssea entre os 25 e 35 anos de idade. Quanto maior a massa óssea for nesta idade, maiores serão suas reservas e menores os riscos para osteoporose. Como as mulheres atingem uma massa óssea muito menor que os homens, as fraturas por osteoporose são duas vezes mais comuns nelas.
Outros fatores de risco para osteoporose incluem:
- Tabagismo;
- Depressão;
- Consumo intenso de refrigerantes, bebidas alcoólicas ou ricas em cafeína: interferem com a capacidade de absorção do cálcio no tubo digestivo. Além disso, o ácido fosfórico presente em alguns refrigerantes pode contribuir para a perda de massa óssea ao alterarem o equilíbrio ácido-básico no sangue;
- Magreza excessiva e alimentação pobre em cálcio: alguns procedimentos médicos (p.ex.: retirada cirúrgica do estômago para tratamento de obesidade mórbida, tumores ou outros problemas) e doenças (p.ex.: doença de Crohn, hiperparatireoidismo, anorexia nervosa, etc) podem contribuir para o baixo peso e a dificuldade em absorver cálcio;
- Baixos níveis de testosterona: aumento o risco em homens;
- Menstruação: quanto maior o tempo de exposição a ação do estrogênio, menor o risco de osteoporose. Por isso, mulheres que começaram a menstruar tarde e tiveram uma menopausa precoce possuem um risco maior;
- Medicações: o uso prolongado de corticóides, hormônios tireoideanos, diuréticos, heparina, anticonvulsivantes, e antiácidos contendo alumínio, também aumentam o risco de osteoporose;
- Sedentarismo: a saúde dos ossos começa na infância. Crianças ativas e que consomem uma quantidade adequada de alimentos ricos em cálcio apresentam uma boa densidade óssea. Praticamente qualquer atividade física é benéfica, mas pular e saltar são as mais úteis para produzir ossos saudáveis.
* Como se faz a prevenção?
Para evitar a osteoporose, pode-se empregar algumas medidas bem simples:
- Pratique exercícios regularmente: os exercícios melhoram a saúde dos ossos, independente da sua idade. Mas atenção: nadar e andar de bicicleta são bons exercícios cardiovasculares, mas como possuem baixo impacto, eles não são muito úteis para promover a saúde dos ossos;
- Não fume: o tabagismo aumenta a velocidade de perda óssea, reduzindo a absorção de cálcio no intestino e prejudicando a ação protetora do estrogênio;
- Não consuma bebidas alcoólicas em excesso: acima de 2 copos de bebidas alcoólicas por dia você estará reduzindo o ritmo de formação de osso novo e a capacidade do tubo digestivo em absorver o cálcio presente na dieta;
- Limite o consumo de cafeína em (no máximo) 3 xícaras de café por dia;
- Mantenha uma boa postura corporal e evite quedas;
- Siga uma dieta saudável;
- Banho de sol: a vitamina D é produzida na pele através da exposição ao sol. Tome banhos de sol sempre que puder, por cerca de 15 minutos, nos horários de menor risco do dia (começo da manhã ou final da tarde).
* Qual a diferença entre Osteoporose X Artrite X Atrose?
Osteoporose = diminuição da quantidade de cálcio nos ossos
Artrite = inflamação de uma articulação
Artrose = desgaste de uma articulação
* Existe alguma dieta específica para quem tem Osteoporose?
A principal orientação é: aumente sua quantidade de vitamina D e Cálcio.
Um exemplo: 01 copo de Iogurte desnatado possui 450 mg de cálcio! Outra dica: um banho de sol de 15 minutos pela manhã estimula seu corpo a produzir toda a vitamina D que você precisará pelo restante do dia. Também recomendo que você converse com seu médico a possibilidade de fazer uso de suplementos de cálcio, vitamina D e magnésio conjugados.
Fonte: Dr.Alessandro Loiola
Tel: (31) 3232-0555
créditos: www.guiasaudegeral.com.br
domingo, 4 de setembro de 2011
Vermelho: Nova classe média brasileira ainda vive em favelas e cortiços ,
Nova “classe média” do Brasil fica na faixa da pobreza francesa.
Os franceses consideram pobre o cidadão que ganha menos de 954 euros por mês, o que equivale, ao câmbio atual, a cerca de R$ 2,2 mil. Já por aqui, uma família com renda mensal superior a R$ 1.126,00 ultrapassa a linha de pobreza e é classificada como classe média pelos critérios usados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), largamente difundidos.
Classe média favelada
Apesar das diferenças relacionadas ao custo de vida, o critério usado pelos franceses está muito mais próximo da verdade e a situação de um pobre naquele país europeu parece mais confortável com que a de um “classe média” emergente do Brasil. Até mesmo porque os franceses não têm de pagar por serviços de saúde de qualidade (é gratuito) e recebem subsídios para o aluguel.
Na capital de São Paulo, uma família da classe média emergente não teria renda para alugar um apartamento de dois quartos, que (estimando por baixo) não sai por menos de R$ 1 mil. Não é de estranhar, por isto, que muitos membros da nova “classe média” continuem morando em favelas e cortiços.
Conceito falso
O conceito de classe média que orienta os institutos de pesquisas e prevalece nos meios de comunicação é fundamentalmente falso e serve a propósitos ideológicos conservadores. Ele obscurece o fato de que a mobilidade social dos pobres verificada desde 2002 ocorreu principalmente pela incorporação, durante os governos Lula, de milhões de trabalhadores desempregados às atividades produtivas, bem como o aumento da massa salarial e dos salários, começando pelo mínimo.
Estima-se em cerca de 15 milhões o número de novos postos de trabalho formais gerados entre 2002 a 2010, derrubando a taxa de desemprego aberto nas seis maiores regiões metropolitanas do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife) dos 13% de 2003 para 6,5% em 2011, de acordo com o IBGE.
Mas a julgar pelo conceito dominante, que divide as classes por faixas de renda (A, B, C, D e E), não existe o que chamamos de classe trabalhadora ou proletariado; tampouco há lugar para a classe capitalista ou burguesia. A sociedade seria composta apenas por pobres e classes médias.
Classe trabalhadora
A mobilidade social significou, essencialmente, um movimento no interior da classe trabalhadora. Se julgarmos a realidade pelos critérios marxistas, que diverge radicalmente das concepções dominantes, o que vem sendo chamado de “nova classe média” na verdade é a classe trabalhadora, que vive da venda de sua força de trabalho, submete-se à exploração capitalista e ganha salários que cresceram nos últimos anos mas ainda permanecem em níveis miseráveis. Cerca de 70% dos trabalhadores e trabalhadoras recebem até três salários mínimos no Brasil.
O retrato que Ary Barroso fez da situação da força de trabalho brasileira no belo samba intulado Falta um zero no meu ordenado, composto em parceria com o grande flautista e parceiro de Pixinguinha, Benedito Lacerda, data de 1947 mas ainda não perdeu atualidade. Confira a letra abaixo:
Trabalho como louco
Mas ganho muito pouco
Por isso eu vivo sempre atrapalhado
Fazendo faxina
Comendo no “China”
Tá faltando um zero no meu ordenado
Tá faltando um zero
No meu ordenado
Tá faltando sola no meu sapato
Somente o retrato
Da rainha do meu samba
É que me consola
Nesta corda bamba .
fonte: Guardião:/ Postado Pelo: Forum Anti Nova Ordem Mundial.
NACIONAL: Rodovia para pilhar a amazônia em direção ao Pacífico.
Indígenas bolivianos planejam marcha de 600 km contra rodovia.
Indígenas da Bolívia aprovaram nesta sexta-feira (12) o início, na próxima segunda-feira, de uma marcha de cerca de 600 km - de Trinidad a La Paz - em defesa de uma reserva ecologica no centro do país, que consideram ameaçada por uma rodovia financiada pelo Brasil.
Os indígenas do centro e da Amazônia boliviana opõem-se ao traçado de uma rodovia de mais de 300 km financiada pelo Brasil que passará pelo Parque Nacional e Território Indígena Isiboro Sécure (Tipnis), uma reserva nacional onde vivem cerca de 50 mil pessoas e rica em fauna e flora.
O "protesto é contra este governo insensível e soberbo que não quer entender esse direito dos povos indígenas" de preservar seu território, afirmou o legislador, deputado pelo partido de Morales.
O governo boliviano já começou a construir a primeira fase da rodovia, que no total terá 306 km, do povoado cocaleiro de Villa Tunari - reduto político de Morales - até San Ignacio de Moxos, na Amazônia.
O custo total da obra, que ainda não chegou à reserva indígena, é de 415 milhões de dólares, dos quais o Brasil financiará 332 milhões.
Nuni disse anteriormente que espera percorrer os 600 km por rotas de terra batida em mais de 40 dias, e lembrou que a declaração do TIPNIS como reserva foi resultado de outra passeata também realizada pelos indígenas há mais de 20 anos.
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Infelizmente será por essa rodovia que o resto da floresta amazônica vai virar madeira e seus derivados e desaparecer do mapa.
Empresários e madereiros tentam com seus Lobbies a anos a criação desta rodovia, ligando a amazônia ao pacífico para o frete ficar mais barato e ir direto para o Japão e outras partes da Asia, importadores compulsivos de madeira.
E o que mais me surpreende, OS BRASILEIROS, maiores interessados não estão falando nada a respeito.
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