créditos: www.guiasaudegeral.com.br

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Brasileiros querem a visita do Furacão Irene à Brasília

Brasileiros ouvidos pela  reportagem acreditam que visita do furacão Irene à Brasília faria varredura importante.

 
O furacão Irene acaba de chegar aos EUA para fazer uma varredura em Nova York. O correspondente de G17 nos Estados Unidos, Francisco Ferreira Fagundes Ferraz Folgado, não conseguiu enviar informações porque foi levado pela ventania.

Sem informações de Nova York, G17 resolveu ouvir a opinião dos brasileiros sobre o furacão Irene, e 99,9% dos entrevistados, nas principais capitais do país, foram a favor do furacão fazer uma visita à capital, Brasília.

Os brasileiros acreditam que um furacão forte igual o Irene é capaz de fazer uma varredura com eficiência em Brasília e não deixar nada por lá. Mas 0,1% opinaram contra, por acreditar que o furacão Irene deveria varrer o Brasil por completo, e não somente a capital.


O Governo do Rio resolveu enviar as pessoas que conversam com a estátua de Carlos Drummond de Andrade para o hospício.

O Governo do Rio de Janeiro resolveu enviar para o hospício qualquer cidadão que conversar com a estátua de Carlos Drummond de Andrade, que fica no calçadão da praia de Copacabana, na capital carioca. Uma câmera ficará filmando e as imagens serão monitoradas ao vivo de um manicômio, que enviará agentes para capturar algum louco que converse com a estátua.

O governo justificou que esta é uma medida para reduzir o número de loucos soltos por ai. “Vamos fazer uma limpeza no Rio de Janeiro para que, até a Copa de 2014, nenhum louco esteja solto no Rio”, disse a assessoria do govenador Sérgio Cabral.

Há informações de que muitas pessoas sentam ao lado da estátua e conversam sobre todos os assuntos, inclusive seus problemas pessoais e até pedem dicas para encontrar um par perfeito. O governo também pretende instalar um microfone na estátua para saber os assuntos mais abordados pelas pessoas durante as conversas com a estátua de Carlos Drummond de Andrade.

Saúde: Você está na mira da indústria do tabaco há muito tempo

Uma grande parcela do investimento em marketing feito pela indústria do tabaco é direcionada a atrair crianças e adolescentes. Além de embalagens coloridas e com designs elaborados, a indústria introduziu uma ampla variedade de aromas e sabores atraentes, capazes de mascarar o gosto amargo de todos os produtos derivados do tabaco. Ao torná-los mais atraentes e agradáveis ao paladar ou com maior potencial de causarem dependência, esses aditivos aumentam, consequentemente, a possibilidade de causar danos à saúde.
Os aditivos estão nos cigarros, charutos, tabaco sem fumaça, kreteks, bidis e narguilé. Açúcar, mel, cereja, tutti-frutti, menta, baunilha e chocolate, entre outros sabores, visam mascarar tanto o gosto ruim do tabaco, quanto a irritação e a tosse que sua fumaça provoca; e, assim, facilitar a primeira tragada e o desenvolvimento da dependência à nicotina. Vários estudos indicam que os adolescentes são especialmente vulneráveis a esses efeitos e têm maior probabilidade que os adultos de ficar dependentes do tabaco. Muitos dos aditivos, inclusive o açúcar, ao serem queimados durante o ato de fumar, se transformam em substâncias altamente tóxicas e cancerígenas.

O único objetivo da indústria ao acrescentar sabores e aromas ao tabaco é atrair você.

Cuidado com as armadilhas!

E aí? Você tem liberdade de escolha ou não?

Noticias:Presa quadrilha suspeita de assaltos e latrocínio no Brejo paraibano

Polícia apreendeu uma arma com o grupo.
Um dos suspeitos confessou participação em seis crime e um latrocínio.

Quatro homens foram presos suspeitos de praticarem vários crimes no Brejo paraibano. A polícia acredita que o grupo atuava nas cidades de Lagoa Seca, Lagoa de Roça e Alagoa Grande. Um dos suspeitos foi reconhecido por vítimas e confessou participação em seis assaltos e um latrocínio, assalto seguido de morte.
O agente Antônio Pádua, da Delegacia de Alagoa Grande, disse que o crime mais recente da quadrilha no município aconteceu no domingo (28). “Eles aproveitaram que estava acontecendo uma cavalgada na cidade para invadir a casa de um comerciante da região. Eles amarram a esposa do proprietário e fugiram levando vários objetos”, contou.
A polícia conseguiu chegar até o grupo através de investigações. Eles estavam escondidos em um sítio do município de Lagoa de Roça. Uma arma foi apreendida com os suspeitos que foram ouvidas pela delegada Karina de Alencar Torres, em Alagoa Grande, e em seguida encaminhados à Delegacia de Lagoa de Roça.
Participaram da ação as guarnições da Policiai Militar dos municípios de Lagoa Seca, Lagoa de Roça, Esperança, Areia. Alagoa Grande e Lagoa Nova.
Latrocínio
A vítima do latrocínio foi Manoel Santino da Silva. De acordo com a polícia, o crime aconteceu há um ano na cidade de Alagoa Grande.

O diabo que se apaixonou por Deus

Certo diabo apaixonou-se por Deus sem nunca tê-lo visto. Depois de preparar-se por longo tempo, e com a ajuda de um informante, conseguiu infiltrar-se no complexo celeste e foi comprando com subornos, nível após nível, a vasta hierarquia de segurança que o separava da presença divina. Esse trajeto demorou muitos anos.

Naquela tarde o diabo molhou a mão do penúltimo intermediário e adentrou a ante-sala do trono por uma portinha lateral de serviço, junto da qual o esperava um anjo de cavanhaque e costas muito largas.

– Entre de uma vez – ordenou o anjo, e fechou a porta logo em seguida. A vinte passos deles, alto como uma montanha, dormia em sua cadeira o guardião da sala do trono.

Sem qualquer outro intercâmbio eles transpuseram o espaço até junto da porta da proposição, que está sempre fechada e cujas folhas esculpidas em madeira e revestidas de ouro têm cento e quarenta e quatro mil anos-luz de altura.

– Então – disse o anjo, quando estacaram diante da porta e avaliaram-se pela primeira e pela última vez – é você o diabo que apaixonou-se por Deus e vem procurando uma oportunidade de encontrar-se com ele.

– Apenas me poupe desse ar de superioridade moral – respondeu o diabo, ignorando a pergunta. – porque você sabe muito bem que somos muito parecidos. Nós no inferno odiamos tanto o pecado quanto vocês deste lado do abismo. Se estivesse prestando atenção, perceberia que são só os pecadores, os apóstatas e réprobos que nós atormentamos. Só os pecadores podem ser tentados, e só eles conhecerão a aflição da nossa miséria e do nosso desespero. Os santos, os valorosos e puros despertam apenas nossa admiração; nesses não ousaríamos tocar.

– Ou talvez seja nisso que você quer que eu acredite.

– Acredite no que quiser – pediu o diabo. – Apenas saiba, porque não tenho outra a pessoa a quem dizer, que foi justamente esse amor pela integridade e esse desprezo pela corrupção que fizeram com que eu me apaixonasse pela imagem divina.

O anjo deu de ombros e empurrou a porta, que era tão pesada e vasta que foram necessários mil anos para abrir uma fresta pela qual o diabo pudesse passar. A porta rangeu formidavelmente, mas o guardião em sua cadeira não se moveu nem despertou.

O diabo apertou nas mãos do anjo o valor que haviam ajustado, e fez menção de entrar na sala do trono pela estreita passagem. No último instante o anjo segurou-o pelo braço.

– Só preciso que você não ignore, porque quero ser honesto com você – disse o anjo, – que transposta esta porta a distância até o trono é vasta ao ponto do incalculável, e que quando finalmente chegar você estará velho, cansado e desorientado. Não só isso, mas encontrar-se com Deus terá para você um efeito inteiramente descaracterizador. Bastará contemplar pelo mais breve instante a divina presença para você ser imediatamente consumido por ela. Você não terá oportunidade de admirar a imagem de Deus ou de declarar o seu amor. Você terá gasto a sua vida inteira para chegar até Deus, e irá perdê-la para sempre no instante em que o encontrar. Se deixo você passar é porque sua entrada não representa risco para Deus; mas representa um horrendo risco pra você.

– Eu sei – disse o diabo, e seu rosto estava impassível.

– A divindade certamente não ignora que estou transgredindo deixando você entrar; porém Deus está tão distante que quando sua punição chegar já terei há muito deixado de existir. São poucos os que se dispõem a gastar a sua longevidade transpondo o espaço até ele.

E soltou o braço do diabo, que atravessou o limiar e desapareceu sala do trono adentro.

O trajeto até o trono de Deus demorou várias eternidades. As estrelas que o diabo trazia nos olhos se apagaram, e as flores perenes que trazia como presente converteram-se em sequidão e decrepitude e ele deixou-as no caminho, e o trono não chegava. Galáxias nasceram e morreram, e à sua sombra foi-se encurvando e distorcendo a espinha dorsal de todas as coisas, mas o diabo continuou andando. Atravessou resignadamente o silêncio das eras e a esterilidade dos mundos, e quando alcançou a outra extremidade da sala estava velho e cansado, e não trazia mais consigo nenhuma das certezas que lhe haviam iluminado o caminho.

Para sua surpresa, quando chegou ao fim do caminho não havia trono algum, nem qualquer indício da residência de Deus: só uma porta baixa com uma cortina barata de miçangas, e por trás dela um esplendor. O diabo bateu palmas uma vez, depois duas, e por fim uma voz o convidou a atravessar.

Ele afastou com as mãos as fileiras de contas, abaixou a cabeça e do outro lado encontrou um homem decrépito, desdentado, seminu e cheio de chagas, dormindo em imundícia sobre caixas de papelão numa avenida da cidade grande.

O diabo estava velho e cansado, mas seu rosto de diabo ainda era belíssimo, o corpo forte e obediente, os trajes impecáveis e magníficos. Ele reconheceu Deus imediatamente, ajoelhou-se sem qualquer recato sobre a imundícia, tomou-o nos braços e beijou-o longamente na boca sem dentes.

Depois tirou a capa e fez menção de cobrir com ela a nudez divina, mas Deus deteve sua mão com um braço raquítico.

– Não, não faça isso! Minha nudez e minha velhice e minha fome são meu brasão nobiliárquico, e decidi há muito tempo não tentar, até o final, seduzir os homens com outro recurso.

– Mas Deus – implorou o diabo, – eu atravessei eternidades e dormi no vácuo entre as estrelas só para poder finalmente declarar-lhe o meu amor! Permita-me vesti-lo, alimentá-lo e acalentá-lo, para que minha jornada não tenha sido em vão! Permita que eu o carregue de volta até o Paraíso, onde os santos lhe tratarão as chagas, onde os anjos lhe alimentarão de pão e onde a luz sem mácula da santidade lhe restaurará a saúde e a glória!

Mas Deus apertou a mão do diabo e olhou-o firmemente nos olhos.

– Não, não, mil vezes não! Não posso retribuir o seu amor, porque minha paixão é outra – e nesse ponto Deus apertou ainda mais o cingir dos dedos, – mas eu aceito o seu amor. Eu o aceito e o perdoo, como você vai perdoar o meu. A mim também disseram que a viagem seria impossivelmente longa e que, quando eu chegasse, aquele que amo não seria capaz de me reconhecer. A mim também disseram que o encontro com meu amado representaria o meu imediato e derradeiro fim, e que tudo que há de bom e virtuoso em mim seria imediatamente consumido pela minha decisão de partilhar da sua condição. A mim também disseram que neste trajeto o risco seria apenas meu, e que eu estaria derramando em vão o mais precioso amor por quem se mostraria inteiramente incapaz de aceitá-lo e de retribuir.

E o diabo chorava convulsivamente.

– Mas – e Deus levantou sobrancelhas patéticas e sorriu com três ou quatro dentes, – valeu à pena. É por isso que convém até o final que o homem me veja assim, sem qualquer disfarce, para que possa quem sabe me reconhecer e me amar.

O diabo então sentou-se em seus trajes magníficos ao lado da divina miséria, e dormia abraçado a Deus para proteger-lhe do frio, e exultava quando um homem parava um instante para deitar aos seus pés uma moeda ou um pedaço de pão. E de noite acordava sobressaltado, quando não tinha certeza se ainda ouvia no divino peito o divino coração.

Paulo Brabo - A Bacia das Almas

Deixe Sua Mensagem